sábado, 28 de novembro de 2009

Au revoir


Caros amigos de blogsfera e pessoas que de vez em quando passam por aqui,

em posts anteriores vocês notaram meus pedidos de desculpas pela diminuição de postagens e de visitas minhas em blogs amigos. Eis o motivo: estava trabalhando muito (alguns dias chegaram a 12 horas). O motivo de tanto trabalho? Estava mexendo os pauzinhos no trabalho para que eu pudesse ir para Paris estudar francês. Minhas férias seriam em janeiro, mas consegui um jeito de ficar dezembro também, então tive que me virar em dois, três para que tudo desse certo. Concluí meu curso de francês no início do mês, então agora é hora de pôr em prática.

Vou tentar postar com mais frequência relatando experiências, situações ou impressões de onde eu passar nos próximos dois meses, mas não garanto rss. Volto à terra brasilis em fevereiro.

Ah, eu fiz um Twitter há um mês e meio e só entrei nele 3 ou 4 vezes nesse tempo rss... ainda não consegui ver uma utilidade e necessidade dessa ferramenta para uma pessoa como eu. Talvez agora eu o utilize mais. O meu twitter é _CaioAbreu para quem quiser me seguir...

Bjs e abraços a todos!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Turma da Mônica tem seu primeiro personagem gay

Do site da GazetaOnLine (www.gazetaonline.globo.com):

A diversidade sexual chegou aos quadrinhos da Turma da Mônica. A 6ª edição da revista "Tina", já nas bancas, mostra ao público o primeiro personagem gay criado pela equipe de Maurício de Souza.

Na história, Caio é o melhor amigo de Tina e deixa outros personagens surpresos quando se diz comprometido, apontando um outro rapaz. Tina, criada nos anos 60 e que hoje estuda jornalismo, aproveita e faz um dircurso contra o preconceito. Caio, aos poucos, vai ganhar mais espaço nas histórias.

Em outras publicações Maurício de Souza já deu outros passos para acabar com o preconceito. Já foram criados personagens deficientes visuais e cadeirantes.

Após ler esta notícia, fui ler os comentários de alguns internautas a respeito dela:

"Revista infantil não deveria ter estas coisas. Criança tem a ideia do que é certo, normal, natural. Os desvios que o homem cria não são possíveis de serem entendidos até que se tenha um mínimo de maturidade. Todos sabemos que isto existe, mas não tentem dizer que é normal. Se fosse normal existiria na mesma proporção que os heterossexuais e a humanidade estaria fadada a acabar. Homo's não procriam".

"Até na turma da mônica? não passa só por preconceito, acho que se o cara decide ser gay é da conta dele ou dela, po mas segundo a palavra de Deus, ele criou Adão depois Criou Eva, mais ou menos como um amigo nosso disse usando de suas palavras, "Deus criou Adão e Eva! Não Adão e Ivo" Se quer contrariar Deus contrarie, mas não faça as crianças pensarem que o ser gay é ser normal se fosse assim nos teríamos os dois sexos. Desde onde eu sei e não preciso falar é esgoto de onde sai a sujeira".

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. 1Co 6:9,11"

"Simplesmente o Maurício de Souza e sua Equipe estão, de certa forma, induzindo as crianças e adolescentes ao homossexualismo ! "

Sinceramente? Às vezes eu tenho taaaanta preguiça do mundo! É muita gente ignorante solta por aí. Por que vivemos num mundo em que os mais imbecis têm voz e são ouvidos? Veja a política, por exemplo... quanto mais imbecil, mais topeira e grosseiro, mais poder tem. E isso se espalha em outros segmentos da sociedade. Não vou expor minha opinião sobre isso porque com certeza vou falar coisas aqui que muitos ainda não estão preparados pra ouvir, mas dentre centenas de comentários idiotas, bom saber que ainda há pessoas que se salvam. É minoria, mas não se deve perder a esperança:

"Sempre fico muito feliz quando vejo e escuto comentários por aí falando da Bíblia como se fosse a verdade suprema. Acho de uma inocência muito bonita não duvidar que ela foi a manifestação do Diviníssimo, psicografada por mortais escolhidos por ele para a santa tarefa. Mais ainda: acreditar que um livro, que rodou pela mão de tanta gente, por tanto tempo e passou por infinitas edições, permanece inalterado é mais do que inocente, é infantil. O incrédulo e detestável homem aqui prefere acreditar na seguinte máxima: "a Bíblia é cega, a Torá é surda e o Alcorão é mudo. Queimando os três ao mesmo tempo chegamos bem perto da verdade". No mais, é só história em quadrinhos, né?"

"Quanta ignorância... Se for para ser gay vai ser gay lendo uma revista ou não, personagens gays estão nas novelas, filmes... e todo mundo assiste até as crianças, então pra quem está criticando eu tenho dois filhos e não vejo mal algum quanto a isso, onde eu moro tem homossexuais e meu filhos com certa frequência tem contato com eles, eu convivi com eles alguns são amigos de infância e nem por isso sou homossexual parem de generalizar essa é uma tendencia que já crescemos com ela, se tiver que ser vai ser e pronto. Tem gente que mora na roça nunca viu uma tv, não sabe nem ler e é homossexual. Tem que avaliar o que a revista quer passar, se for coisas boas é valido, e outra Tina como vcs podem ver na matéria é uma estudante de jornalismo que criança se interessaria por histórias como essas? Isso é para estudantes, adolescentes, universitários.... Para crianças é "Turma da Mônica" aquele gente, que tem o Cebolinha, o Cascão e a Magali tbm".

"Nunca vi comentários mais estúpidos quanto aqui! Muitas crianças que já tem uma "opção" sexual sofrem anos e anos ou então toda a vida, por não terem apoio para assumir seus desejos. Quem faz comentários desse tipo deve ser reprimido desde o jardim de infância. Espero que meus filhos não andem com os de vocês, pois com certeza devem ser estupidozinhos que se tornarão esses pitboys homofóbicos".

"Parabéns ao Maurício de Souza. A questão da homossexualidade tem que ser tratada com naturalidade mesmo. E isso não vai incentivar nenhuma criança a virar gay. Ninguém vira gay pq viu um personagem numa HQ ou na TV. Se fosse assim ninguém seria gay, pq só tem casal hétero nas mídias. Esse gibi vai ajudar as crianças a entenderem que existem pessoas diferentes e que logo elas vão conhecer homossexuais na escola e não vão ter preconceitos com elas".

PS: mais uma vez utilizo o blog para pedir desculpas pela ausência. Diminuí as postagens e também mal estou comentando nos blogs de amigos, mas logo vocês saberão o motivo. Boa semana a todos!

domingo, 8 de novembro de 2009

Pitty


Ontem esteve aqui em Vitória, a roqueira baiana Priscila... mais conhecida como Pitty. Fui conferir a apresentação e tive uma grata surpresa. Muito bom o show, a moça não o deixa ficar monótono em nenhuma parte e os fãs pulando e cantando todas as músicas mais conhecidas ou não.

Pontos altos/interessantes da noite:
- eu e meus amigos nos sentimos os tiozões no show devido à faixa etária predominante do público. Por um momento quase achei que estava no show da Xuxa rss

- Nunca vi tantos emos juntos. Só via emos em grande quantidade em shoppings nos dias de domingo ou quando vou a São Paulo.

- que legal ver 3 adolescentes (pra nao dizer pré-adolescentes) passando mal de tanta bebida e ter que ir embora antes do show começar... bons tempos que eu ficava bebado com menos de 10 reais e que achava vinho sangue de boi o máximo hauhauauhu

- interessante ver meninos e meninas de menos de 15 anos explorando suas sexualidades nos banheiros kkkkkkkkk... tempos modernos rss.

- ponto alto do show com certeza foi Pitty cantando Equalize, Na Sua Estante e Me Adora. Afinal, quem nunca mandou torpedos pra alguém ou colocou no nick do msn trechos de uma dessas três músicas? Confesso que durante as três músicas eu cantei em alto e bom som e ao mesmo tempo um flashback invadia meus pensamentos rss.

Amanha segunda-feira. Boa semana a todos!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um pouco de surdez é útil para o sucesso

Como de costume, todo mês transcrevo aqui o artigo que minha mãe escreve mensalmente para o jornal A Tribuna, daqui do ES. Compartilho com vocês que são de outros estados ou até países. Segue o artigo publicado hoje:

Um pouco de surdez é útil para o sucesso

Era uma vez um tempo em que os bichos falavam e até disputavam eleição. Vários sapinhos se candidataram para disputar o título de melhor da região. O desafio era subir uma torre muito íngreme, quase impossível de ser trafegada. Isso exercitava a multidão, que se aglomerou em torno dos concorrentes.

Começou a competição e a multidão dizia em coro: "Não vão conseguir. Isso é impossível. Ninguém até agora conseguiu". Os sapinhos iam desistindo sucessivamente, menos um que subia tranquilamente.

No final da competição, todos desistiram, menos aquele. A multidão quis saber o que havia acontecido. Quando foram perguntar ao sapinho, descobriram que ele era surdo.

Esse é um dos segredos do sucesso: ouvir apenas a voz interior e não se importar com o que dizem do lado de fora, porque a legião dos pessimistas cada vez aumenta mais.

Ignorantes a respeito da sua condição divina, eles alimentam dentro de si sentimentos destrutivos e, não satisfeitos em matar seus próprios sonhos, investem contra os otimistas.

Qual foi a última vez que você ouviu um elogio? Quando você fez aquela dieta que parecia impossível quantos te parabenizaram pelo novo visual? E quando você engordou além da conta? Nesse caso, certamente teve que ouvir muitas falas incovenientes.

A impiedade caminha solta porque ensinaram que Deus mora no céu, que é uma entidade isolada de nós, bem distante. Só com o tempo e depois de muita busca é que aprendemos que Deus é uma essência só captada com os olhos do coração. Não está lá, está aqui e agora, diante de nós o tempo todo, em cada coração humano. Quando eu acaricio um ser humano, estou reverenciando a divindade que existe naquela pessoa, estou afagando o meu próprio ser.

O ego é que estabelece as distinções entre os humanos. Ele é aquela voz dentro de nós que vive dizendo: "eu tenho razão, o outro não; minhas ideias são mais brilhantes; eu sou isso, eu sou aquilo".

A mente egóica é estreita, incapaz de elogiar alguém que não seja ela mesma. É perigosa porque transforma semelhantes em concorrentes e faz da vida um estúpido campeonato, onde todos querem chegar primeiro... e sozinhos!!!

Nascemos para estar juntos. Compartilhar é a atitude humana que mais nos aproxima do propósito divino.

Chefes durões são seres que ainda dormem, nada sabem a respeito da consciência da unidade. São homens sem fé, crianças perdidas, merecedoras de toda compaixão do mundo. Vivem sob o domínio do ego, com a ilusão de serem melhores que seus auxiliares, por isso são tão econômicos na manifestação do afeto.

A capacidade de elogiar está diretamente ligada ao grau de consciência de uma pessoa. Os que já despertaram sabem que o elogio cria elos de amor indestrutíveis, aumentando significativamente a produtividade.

Dentro de cada um de nós existe uma essência divina de infinitas possibilidades , mas esse Deus interno só pode ser acionado através do amor, que vive para reverenciar e enaltecer.

Feliz é a pessoa que trata um semelhante do jeito como gostaria de ser tratada. Ela tem credenciais para se considerar um ser humano completo, porque já faz aquilo que os mestres iluminados ensinam - o amor incondicional. O resto é ensaio.

Jane Mary de Abreu é jornalista e consultora de Marketing Político e Empresarial

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

This Is It!

Acabei de voltar do cinema. Assisti a estréia aqui em Vitória de This Is It - o documentário tão falado e aguardado que mostra um pouco do que seria o show de despedida de Michael Jackson dos palcos. Sou suspeito para falar porque sou fã de Michael desde os 11 anos e a sensação que se tem ao sair do cinema é: ele não podia ter morrido antes de ter realizado essa turnê! Seria o maior espetáculo da Terra!

Foi ótimo ver um Michael Jackson concentradíssimo, empolgado, atento e exigente com os mínimos detalhes para que tudo saísse perfeito. Foi bom ver um pouco dos bastidores e do enorme trabalho e mão-de-obra necessária para se montar um espetáculo tão grandioso como este seria. Michael não perdeu a majestade e sua voz estava melhor do que nunca.

Foi um presentão esse documentário para os fãs! E quem não é fã do cantor, recomendo que assita também e aprecie um dos maiores cantores, compositores, bailarinos de todos os tempos! Pena que This Is It não pôde acontecer... já estava até juntando milhas na TAM e libras pra ir ver o rei do pop em Londres hehehe.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Domingo Espetacular


Geralmente detesto domingo. É um dia inútil para mim. Não tenho vontade de fazer nada, na tv nada de bom passando... um tédio/preguiça toma conta de mim nesse dia da semana. Mas ontem foi um domingo atípico para mim.

Quis acordar cedo para poder curtir a piscina mas como cheguei em casa as 7 da manhã, nem por reza consegui levantar antes das 13 hrs... acordei para ver o GP Brasil de Formula 1 e mais uma vez Rubinho com problemas viu seu companheiro de equipe ser campeão. Será que agora ele desiste de vez e se aposenta?

Depois da corrida, fui ver meu Mengão arrasando o Palmeiras em pleno Parque Antártica com show de Pet e após o jogo, minha amiga me chamou pra comer num restaurante aqui perto de casa. Resolvi ir e depois voltaria para casa e terminaria o domingo vendo Fantastico ou fuçando na net rss.

Mas mal sabia eu que meu domingo estava apenas começando hehehe. Depois de comer feito dois pôneis rss eu e minha amiga resolvemos parar na praia e aproveitar o horário de verão... pra que? Começamos a beber e o resultado? Cheguei em casa as 2h! Alternamos entre whiskey e vodka ja que ambos detestamos cerveja. E é impressionante o que acontece em um intervalo de 6 horas na praia e dentro do carro kkkkkkkkkk... enfim, não vou entrar em detalhes só digo que o domingo de ontem foi muito diferente dos meus domingos habituais rss

E pra começar a semana, li esse artigo de Frei Betto hoje de manhã e gostei muito. Compartilho mais um texto com vocês:

Do Mundo virtual ao espiritual
Por Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.

Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois
modelos produz felicidade?" Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de pintura, piscina", e começou a dizer seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: Tenho aula de meditação!"

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente
equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis
livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo
é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo tão virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.

Enquanto isso, a realidade vai por outro
lado, pois somos também eticamente virtuais. A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como
a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá. O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à
Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela
musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

Felizmente, terminam todos na
eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's. Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Liberdade


Recebi um e-mail hoje com esta mensagem. Era tudo que precisava ouvir! Compartilho com vocês:

LIBERDADE

A liberdade é uma das qualidades mais significativas. Na verdade, é da liberdade que brota tudo que é grandioso. Você só consegue amar se for livre, só consegue buscar a verdade se for livre, só consegue ser alegre se for livre...


Não quero que você pertença a uma igreja, a um credo, a uma nação, a uma raça... Essas coisas são feias. Você tem que estar livre de todas essas baboseiras. Seja simplesmente humano. Não há necessidade de ser cristão, hindu ou maometano, e nenhuma necessidade de ser indiano, americano ou alemão. É preciso libertar-se de todas essas amarras. Elas são prisões que mantêm o espírito encarcerado. Liberte-se!

Se cooperar com todas essas coisas, você está cooperando com a sua própria escravidão. Libertar-se é um ato de amor próprio – o universo fez você para alcançar grande alturas, não para ficar rastejando, esperando que alguém lhe conceda uma graça ou lhe mostre um caminho... Você já tem o mapa dentro de si, só não quer se apossar dele... Observe como você coopera diariamente com a sua escravidão, e só essa percepção já basta para libertá-lo dela...

A liberdade é a sua natureza, não é algo a ser alcançado e nem algo que alguém possa lhe dar. Quando toda a escravidão desaparece, fica-se livre; quando a escravidão não está mais presente, a liberdade começa a crescer dentro do seu ser... Gradativamente você vai lembrando de quem você é – um ser de luz, completamente iluminado!

Com essa liberdade, a vida começa a adquirir tremenda beleza... E então tudo é possível: amor, verdade, DIVINDADE!


Viver significa estar fluindo, se movendo, infinitamente... Procure sempre a estrela mais distante... Aproveite a própria jornada... Não se preocupe com o destino. Os destinos são apenas desculpas para continuar a jornada. Não há destinos ou metas na vida...

A vida é uma peregrinação, uma peregrinação para o nada, para lugar nenhum – é pura luz! Quando você começa a aproveitar a jornada em si, não há motivo para objetivo algum. Você não perguntará mais qual o sentido da vida, porque descobrirá finalmente que a vida é o seu próprio sentido, um fim em si mesma. Essa é a liberdade suprema!

(Texto de Osho, extraído do livro Meditações para a Noite)

Bom final de semana a todos!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Equilíbrio


Sabe quando toda véspera da combinação final de semana + feriado você promete pra si mesmo que vai aproveitar o tempo para estudar coisas atrasadas da pós-graduação, para ler uns livros relacionados ao seu trabalho, pra aprimorar sua fluência no francês e na noite da véspera de voltar à rotina, todos os livros e textos estão lá no mesmo lugar e rola um climão tenso entre vocês?

Sabe quando você vai somando as notinhas do cartão de crédito e quase desmaia ao descobrir que em quatro dias você gastou quase 400 reais só com bebidas e baladas?

Sabe quando você conhece zilhões de pessoas, interage com vários e no dia seguinte nem do nome delas você consegue lembrar?

Sabe quando te avisam pra não pegar o carro mesmo que você tenha tomado só um pouquinho porque pode dar merda? Pois é... shit happens

Sabe quando você acha que sua vida está em extremos? Que não consegue achar um equilíbrio... é sempre 8 ou 80?

Sabe quando você insiste em buscar respostas fora, mesmo sabendo que elas estão dentro de você?

Enfim... boa semana a todos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu corro... para que?


Despois de trabalhar segunda e terça das 9h até meia noite (mas tenho a impressão que hoje vou precisar ficar até mais tarde de novo... enfim..), consegui um tempo para voltar ao mundo da blogsfera hehehe e tenho pensado e divagado junto ao meu travesseiro algumas conversas que tive com o mesmo amigo do post anterior... estávamos falando sobre carreira, profissões, mercado de trabalho. Já terminamos a faculdade, já passamos dos 25 mas ainda não chegamos aos 30. A angústia da pergunta "O que fazer após a faculdade" já não existe mais. A neurose da vez é "Como ser bem sucedido, fazer seu nome, ter o seu lugar ao Sol".

E, para nossa sociedade, o que é ser bem sucedido? É acumular fortuna, ter mansões, carrões, passaporte carimbado com o visto de diversos países, casar, ter filhos e aí sim, você será feliz? O que nos levou ao questionamento: que necessidade as pessoas têm em "ser alguém na vida"? Desde pequenos ouvimos ou de nossos pais ou de outros parentes ou de amigos o tal ser alguém na vida, como se já não fôssemos alguém! E só seremos alguém se tivermos os tais itens citados acima?

A questão é: entramos nessa corrida, queremos ser bem sucedidos nas nossas profissões por satisfação pessoal ou para satisfação do nosso ego? Essa necessidade de reconhecimento, de ser aplaudido e admirado... de onde vem? Do ego, talvez. Tenho vontade de ocupar o cargo X na empresa Y porque me dará prazer ou porque preciso do reconhecimento e do aplauso dos que estão ao meu redor? E após isso, serei feliz? Será que tudo se resume a isso? Somos um bando de carentes que precisamos do reconhecimento dos outros para nos sentirmos um pouco melhor conosco mesmo?

Ás vezes fico pensando nessa corrida que todos estamos inseridos. Acho que fazemos coisas no automático sem saber o porquê, onde vai dar?Fazemos isso ou aquilo para alcançar tal coisa, acumulamos uma coisa ali, outra lá, estudos e mais estudos pra ver se o salário melhora um pouco mais, é uma bola de neve que só cresce, mas alguém, por favor, me responda onde isso vai dar? O que acontece, nessa corrida, quando se atinge a linha de chegada? O que vem depois? Qual o sentido dessa corrida cheia de Dicks Vigaristas, Penélopes Novas, Muttleys, Professores Aéreos, Rufus Lenhador, Barões Vermelhos e tantos outros?* (para quem não teve infância nos anos 80, esses são personagens de um desenho chamado Corrida Maluca rss)

Termino esse post com um trecho da música Esquadros, de Adriana Calcanhoto:
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?

As crianças correm para onde?

Transito entre dois lados de um lado

Eu gosto de opostos

Exponho o meu modo, me mostro

Eu canto pra quem?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Você realmente já amou alguém?


Em uma das conversas que tive com um amigo recentemente, ficamos falando das relações amorosas de hoje em dia. O que as pessoas chamam de amor, é realmente amor? Quando você diz que ama alguém, você realmente ama o indivíduo ou a imagem que você criou deste indivíduo? Explico:

Quando estamos solteiros, as pessoas se esforçam para te apresentar alguém. Não conseguem te ver e acreditar que é possível ser feliz apenas com você mesmo. Acham que pra ser feliz tem que ter alguém do lado. Enfim... ao sermos apresentados a alguém, quais perguntas básicas ninguém esquece de fazer? - O que você faz e onde mora. E já repararam que em muitos casos a pessoa vai ficando mais ou menos bonita de acordo com a resposta para essas duas perguntas?

Nossa mente não consegue ficar quieta. Ela tem necessidade de enquadrar as pessoas, de colocar rótulos, fazer pré-julgamentos. Se na balada uma menina é apresentada a um cara muito bonito, uma beleza de chamar atenção e se ele responde que é garçon ou motoboy e que mora num bairro da periferia da cidade, com certeza ele, para esta menina ( e para muitas outras) não mais parecerá tão bonito assim.

Mas se ele diz que é médico, empresário que cuida dos negócios do pai ou juiz, promotor e que mora no bairro nobre da cidade, com certeza a menina pensará que achou o homem da vida dela. E fará de tudo para se envolver com ele. Só que lá na frente, depois de algum tempo de namoro, ela vai começar a ver os defeitos dele e vai dizer que a culpa do relacionamento não ter dado certo foi que ele mudou.

Ora bolas, ele não mudou. Sempre foi o mesmo. A menina apenas ficou frustrada diante da expectativa criada em torno do cara e cansou da imagem que tinha dele. Na verdade, ela nunca se apaixonou por ele e sim, pela imagem e pelas expectativas que ela criou do rapaz.

E após filosofar hehehe horas e horas com meu amigo sobre o assunto, me dei conta de como fazemos isso e muitas vezes nem percebemos. O que me fez concluir que essa grande infelicidade no mundo se deve principalmente a falta de amor! Ninguém está disposto a conhecer ninguém de fato. Os relacionamentos hoje, muitos deles são jogos de interesse. O que você tem para me oferecer e o que posso te dar em troca? Virou um jogo muitas vezes imperceptível pelas pessoas. Inclusive na Grécia Antiga, os gregos viam os relacionamentos como interesse. Era explícito. Não tinham essa ideia romanceada do amor que temos hoje. Um feio rico poderia se casar com uma pobre bonita pois em tese um estaria emprestando sua riqueza e a outra sua beleza. Bizarro, né?

Resolvi fazer uma experiência. Numa balada de uma sexta ou sábado qualquer, quando era apresentado a alguém, com segundas intenções ou não rss, evitei o máximo que pude, responder essas duas perguntas - o que faço e em que bairro moro. E também evitei perguntar, pois nossa mente é foda! É alguém falar que mexe com publicidade, jornalismo, medicina, advocacia, engenharia ou qualquer outra coisa, que ela já traça um perfil da pessoa que você conheceu há menos de 5 minutos.

Voltando à pergunta do título do post... Você realmente já amou alguém ou amou a imagem e expectativa que criou em relação a ela e achou que estivesse amando a pessoa?

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Para terminar, ganhei este selo da Fátima do Cada Volta é um Recomeço (http://cadavoltaeumrecomeco.blogspot.com) e dos 10 blogs que ela indicou como "Blog que acerta em cheio" o meu foi um. Obrigado Fátima! Que bom que você gosta do que escrevo aqui. E recomendo a todos a darem uma olhada no blog dela.
Bom, eu teria que indicar 10 blogs que eu considero que acertam em cheio, mas todos vocês que estão ali do lado direito do meu blog, na lista Vida Inteligente na Internet, considero que acertam em cheio. Sintam-se selados e quem quiser postar o selo, agradeço :)
Bom final de semana a todos!